segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Beleza

Corria-lhe a eternidade nas veias. E o pulsar acelerado do seu coração parecia uma balada desfeita em mil notas de promessas.
A pele nua reflectia as nuances claras do luar e os cabelos eram um rio sem fim nem rumo, correndo para o lugar em que o sonho e a realidade não têm fronteira.
Então, naquele momento, ela era bonita. O coração batia. Os olhos tinham o brilho da esperança. E a pele ardia sob a chama sempre acesa de uma paixão.
Os beijos alimentavam-na de esplendor e a subtileza dos seus movimentos era como a dança mais perfeita alguma vez criada por mão divina.
Morava no seu peito o desejo de viver para sempre. Queria acordar de juventude e pôr um sorriso na tez perfeita. Correr o mundo de felicidade. Dormir nos braços do contentamento.
Havia mais do que perfeição nos seus traços. Havia mais do que mera beleza no seu rosto de marfim. Era como se o mundo tivesse parado para se curvar a seus pés. Como se o toque que sentia aflorar-lhe a pele fosse eterno. E a sua beleza dependesse desse toque e pudesse contagiar o Universo.
Nenhuma estrela brilhava mais do que ela. Ela era a expressão mais pura da beleza. Porque estava apaixonada. Porque acreditava no amor. Porque ele olhou para ela durante dois segundos e lhe sussurrou ao ouvido: “És tão bonita!”.

Marina Ferraz

*Imagem retirada da Internet

1 comentário:

Lu disse...

Este texto mostra como é tão simples mostrar que somos felizes porque amamos!