quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

As manhãs de Dezembro


Em Dezembro amanhece lentamente. O sol nasce devagar por entre os arranha-céus, não tem pressa de chegar, não tem compromissos…
A cidade é sempre escura em Dezembro. O chão molhado torna lamacentas as pedras da calçada, rouba-lhes o imaculado branco dos dias de Verão e faz com que a multidão que se reúne nas ruas seja apenas um aglomerado de gente anónima e mal-humorada.
Eu olho pela janela do meu quarto. As pessoas que passam não me vêem, passam apressadas em direcção aos empregos. Têm mil pensamentos na cabeça. Pensamentos que ficam e atormentam ou que passam sem passarem de pedaços fragmentados de ideias pouco importantes.
Em Dezembro a cidade inunda-se das luzes dos faróis e de expressões sisudas. O céu deixa de ser azul. A cidade vive e morre nas manhas de Dezembro.
E eu sou como a cidade. O sol demora a nascer no meu sorriso, a água cai do meu olhar tal como cai a chuva lá fora. Também eu vivo e morro nas manhãs de Dezembro
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Marina Ferraz
*Imagem retirada da Internet

3 comentários:

Raquel disse...

=( não gosto que te sintas assim! Queria ver-te sempre com um sorriso nos labios, esse sorriso lindo que tu tens!
Inacreditavel como neste mes uma pessoa vai sempre abaixo, pelo menos eu vou, de ha 3 anos para cá... ja parece que é o psicologico que "quer".

beijinhos ****

tania disse...

oi mor!
nesta altura estou feliz por nao xover muito em Dezembro...
ja deves saber k apenas as pessoas mais "burras" é k passam por ti e seguem em frente sem dizer nada, sem ver kuanto amiga e simpatica tu podes ser!
o texto esta muito bonito..
bjinhos gmdt

herlander disse...

Olá miguxa!
Comexo por referir o quão bem escrito está o teu texto. decididamente, a índole da tua escrita é da mais distinta k ja alguma vez existiu. as manhãs de Dezembro são realmente tudo akilo k dixeste, por ixo desejo profundamente k o mais deprexa poxivel s tornem em tardes de Dezembro. é k as tardes d Dezembro são das melhores tardes k podem haver, ora repara:
no exterior há frio penetrante, chuva da kal não conseguimos escapar, e pexoas d carácter duvidoso com as kais muitas vezes nos temos obrigatoriamente d "misturar". enkanto k no interior há 1 calor proveniente d 1 acolhedora lareira k suavemente afaga os nossos corpos ao ritmo do calmo crepitar e ilumina-nos com a sua hipnotizante chama. são languidas tardes k paxamos defronte dela, embrulhados numa aconchegante manta, sós ou muito bem acompanhados.
termino dizendo k não há nada k fike tão belo kando iluminado por 1 chama do k o ouro. e tu és como o mais puro ouro. cmo o sei? simples, já Shakespeare dizia: "axim o ouro revela a sua pureza, mesmo kando misturado com metais vis".

Bjs