terça-feira, 30 de junho de 2015

Sou loucamente só



Sou loucamente só:
Acordo de silêncio
E durmo desgarrada.
Não tenho amor, não tenho nada,
Sou loucura e digo que sou ninguém.

Tenho sonhos: toda a gente tem!
Mas calo os meus ao vento
Não lhos digo!
Da tormenta faço mãe,

Dos dias faço castigo.

Sou loucamente só,
Ando entre a gente
E desconheço a vida.
Não tenho nem começo nem partida,
Sou poeta e digo que sou demente.

Tenho a poesia:
Ela canta no silêncio da casa,
Afasta-me a tristeza, a agonia.
Cada rima é um som, é uma asa,
Nela voo e digo ser alegria.


Marina Ferraz

*Imagem retirada da Internet

Este poema integra, também, a colectânea "Som de Poetas" da Papel de Arroz Editora

3 comentários:

LIRIO DO CAMPO disse...

COMO SEMPRE ENVOLVO EM SEUS POEMAS, VIAJO, E OS VIVENCIO... AMEI COMO SEMPRE...PARABENS

thalya gonçalvez disse...

Lindo esse poema, como sempre, amo seus poemas. Parabéns, voce é uma ótima escritora, amo seus textos, seus poemas. Esse poema descreveu-me por inteira, me apaixonei, bjs

Jennyfer Aguillar disse...

Como sempre um poema perfeito :D
As palavras tocam meus sentimentos com profundidade imensa,parabéns querida :D
Beijinhos Jenny ^.^