segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Fala-me de ti...


Sou assim! Sou água e terra, sou desespero e amor, sou utopia e desilusão.
Sou escritora de palavras por escrever, diria mesmo, de palavras por inventar. Quando me deixo sobrevoar o meu mar de anseios sou uma gaivota triste com um bater de asas carente e um pio mudamente afinado…
Sou uma princesa trajando trapos em cada cerimoniosa vénia, sou pedinte que não deseja mais do que receber na sua mão aberta um coração.
Sou tudo no nada em que me revejo e não sou ninguém…
Esta sou eu! Não posso jamais definir-te como me defino porque não és como eu ainda quem em mim mores…
Fala-me de ti como te falei de mim… diz-me quem és porque, de ti, solidão, apenas conheço o que me fazes sentir!

Marina Ferraz
*Imagem retirada da Internet

6 comentários:

Raquel disse...

"Sou tudo no nada em que me revejo e não sou ninguém…"

Que moral é esta dona Marina?! Ai ai ai vou ter de ir ai bater-te?
Para o sexteto maravilha podes ter a certeza que és TUDO!

Oh beliscado disse...

Dizes:
"Sou escritora de palavras por escrever, diria mesmo, de palavras por inventar."

Contraponho:
"Nós não estamos no tempo de inventar as palavras. Pois elas já foram todas inventadas. Nós estamos no tempo de inventar de novo as palavras que já foram inventadas."

Almada Negreiros disse isto, e é algo tão perene que o encontras na barra lateral do meu blog. Não posso por isso mesmo deixar de te dizer que algumas das tuas palavras roçam a sobranceria, não sei se propositada, ingénua ou simplesmente vaidosa. Porque te achas capaz de inventar palavras. E porque te intitulas escritora!
Não, para já escreves. Escritora, hás-de ser um dia. Compreende a diferença. Para lá caminhas...

sorrow avalon disse...

Es uma princesa perdida algures longe do seu reino, es uma amiga qe esta longe da vista mas perto do coraçao, es uma tia de sobrinhas adoradas, es tudo e nada!

Saudades de ler os teus textos.. continua =)

IpsaEgo disse...

Menina Marina,
mas o que é a existência humana senão uma sucessiva avalanche de paradoxos, quase oxímoros?

Tu és tu, vales por ti. Sem fachadas nem adornos que te possam camuflar. Gostamos de ti como és, pelo que és. Se queres ser escritora, serás. Se já o afirmas, melhor. Sei que sentes quanda signo que escreves e sei que sentes tudo de modo exacerbado. Esse coraçãozinho é do tamanho dos teus sonhos.

Não o feches...Come what may...

Goxti

Marta

Anónimo disse...

És tudo para mim... És tudo para os teus amigos... És tudo para as tuas sobrinhas... Virás a ser tudo para montes de gente que ainda não conheces mas vais conhecer no futuro... És uma escritora verdadeira porque és sincera, transcreves para as folhas de papel tudo que está cravado no teu coração...
Ser feliz é fácil... Ser triste é fácil... Difícil é ser alegre na tua tristeza...

Drt
Bjs!!!

Ana Pinto disse...

Adoro os teus textos. Sabes pôr neles sentimentos, a tua alma em vez de meras e vazias palavras.
So nao entendo porque e que estas sempre tristonha (nao posso falar muito...).
Quero ver te alegre!!!

beijinhos!
Nao pares de escrever! Nao deixes de continuar a maravilhar nos com os teus textos ;)