Olá. Eu sou Deus. Descobri que sou Deus! E nem foi num espaço dedicado à é. Foi nas caixas de comentários das redes sociais, depois de publicados dois vídeos com poemas meus. Não, não desistam já deste texto! Eu prometo que explico!
Ora, ambos os poemas, de formas bem diferentes, falavam de Liberdade, de Amor, da necessidade de lutar para que Todos tenham uma vida melhor, digna, justa. Veio o carinho. Vem sempre carinho e apoio de quem compartilha a nossa visão do mundo. Depois, poderia ter vindo discordância. Vivo bem com a discordância. Mas veio ódio.
O ódio não veio manso. Trouxe dentes afiados e vómito na garganta, que jorrou indiscriminadamente, sem critério. E foi aqui, senhoras, senhores e não-binários, que me ensinaram a fundamental lição. Aquela que provém das valiosas lições que só a Universidade da Vida e muitos anos de Casa dos Segredos podem dar. Aquela que permite a estranhos, a pessoas que nunca me viram antes do vídeo, dizerem-me, sem sombra de dúvidas, quem eu sou.
Descubro então quem eu sou. Eu sou uma pseudo intelectual da m*rda e burra como o c*ralho. Eu sou anti-comunista e comunista. Esquerdalha, fascista de esquerda, anarquista. Também sou drogada e não tomei a medicação. Sou puta e tenho falta de peso em cima porque se nota que estou com falta de algo. Sou desempregada, senil, parasita do sistema. Esta última confundiu-me mais porque não entendi se não tenho emprego, se tenho um Atestado Multiusos por Incapacidade Mental ou se trabalho por conta de outrem para o Estado na qualidade de parasita. Mas, como se não bastasse eu ser tudo e o seu contrário, unanimemente me foi dito que a culpa de o país e o mundo estarem como estão é minha.
Ora, se eu sou a responsável máxima pelo estado do globo. Se sou, simultaneamente, tudo e o seu contrário. Então... eu... devo... ser... Deus.
E, como isto é tudo gente boa e dada a devoções, recebi também várias orações desesperadas pedindo pela PSP, que ignorei como qualquer bom Deus faria.
Posto isto, passo a explicar que o texto contém muita ironia e algum sarcasmo. Acho melhor explicar porque me parece que a Interpretação de Texto talvez não seja uma das Unidades Curriculares da Universidade da Vida.
Mas, numa nota menos irónica, acrescento. Sabem o que me distingue de todas aquelas pessoas? É que, mesmo depois disto, eu nunca, jamais, quereria vê-las agredidas em praça pública. Porque eu defendo a Liberdade, o pacifismo e a dignidade para todos. E não só para quem concorda comigo. No final do dia, é a minha consciência que eu levo para a cama. Eles que levem a deles...
Se quiserem adquirir o meu livro "[A(MOR]TE)" - agora na 2ªEdição
enviem o vosso pedido para marinaferraz.oficial@gmail.com


TE%5D%20Mockup%20Ap.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário